A Partilha da África, também conhecida como a Corrida pela África, foi um período de intensa colonização do continente africano pelas potências europeias entre 1881 e 1914. Este processo resultou na divisão territorial do continente em colónias e protectorados, com profundas consequências para a história e o desenvolvimento da África.
Causas da Partilha:
Diversos fatores contribuíram para a Partilha da África, incluindo:
Fatores Econômicos: A Revolução Industrial gerou uma grande demanda por matérias-primas, como borracha, diamantes, ouro e minerais, encontradas em abundância na África. As potências europeias também buscavam novos mercados para seus produtos manufaturados. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Revolução%20Industrial]
Fatores Políticos: O nacionalismo e a rivalidade entre as potências europeias impulsionaram a corrida pela África. A posse de colónias era vista como um símbolo de poder e prestígio. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Nacionalismo]
Fatores Estratégicos: A localização geográfica da África era importante para o controle de rotas comerciais marítimas e terrestres.
Fatores Culturais e Ideológicos: A crença na superioridade da raça branca e a ideia de que os europeus tinham o dever de "civilizar" os africanos, o chamado "fardo do homem branco", também foram importantes.
Principais Atores:
As principais potências europeias envolvidas na Partilha da África foram:
Reino Unido: O Reino Unido controlou vastas áreas, incluindo o Egito, Sudão, África do Sul, Nigéria e Quênia. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Reino%20Unido]
França: A França estabeleceu um vasto império na África Ocidental e Equatorial, incluindo Argélia, Senegal, Costa do Marfim e Congo Francês. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/França]
Alemanha: A Alemanha adquiriu colónias como Camarões, Togo, Namíbia e Tanzânia. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Alemanha]
Bélgica: O Rei Leopoldo II da Bélgica controlou pessoalmente o Congo Belga, explorando seus recursos com extrema brutalidade. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Bélgica]
Portugal: Portugal manteve suas antigas colónias de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Portugal]
Itália: A Itália tentou, sem sucesso inicial, conquistar a Etiópia. Acabou obtendo a Líbia, a Somália Italiana e a Eritreia. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Itália]
Conferência de Berlim (1884-1885):
A Conferência de Berlim formalizou as regras da Partilha da África, estabelecendo os critérios para o reconhecimento da posse de territórios africanos pelas potências europeias. A Conferência foi crucial para legitimar e acelerar o processo de colonização. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Conferência%20de%20Berlim]
Consequências da Partilha:
A Partilha da África teve consequências profundas e duradouras para o continente:
Divisão Arbitrária de Territórios: As fronteiras coloniais foram traçadas sem levar em consideração as divisões étnicas, linguísticas e culturais existentes, o que gerou conflitos internos em muitos países africanos após a independência. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Fronteiras%20Coloniais]
Exploração Econômica: Os recursos naturais da África foram explorados em benefício das potências europeias, com pouco ou nenhum benefício para a população local.
Dominação Política: Os africanos foram privados de seus direitos políticos e submetidos ao domínio colonial.
Impacto Cultural: A cultura africana foi reprimida e marginalizada, enquanto a cultura europeia foi imposta.
Conflitos e Instabilidade: A Partilha da África contribuiu para conflitos étnicos e políticos que continuam a afetar o continente até hoje.
Subdesenvolvimento: A exploração colonial e a falta de investimento em infraestrutura e educação contribuíram para o subdesenvolvimento de muitos países africanos. [https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Subdesenvolvimento]
Em resumo, a Partilha da África foi um evento crucial na história da África e do mundo, com consequências que ainda se fazem sentir nos dias de hoje. O colonialismo deixou marcas profundas na economia, na política e na cultura africana, e a superação dessas marcas continua sendo um desafio para o continente.
Ne Demek sitesindeki bilgiler kullanıcılar vasıtasıyla veya otomatik oluşturulmuştur. Buradaki bilgilerin doğru olduğu garanti edilmez. Düzeltilmesi gereken bilgi olduğunu düşünüyorsanız bizimle iletişime geçiniz. Her türlü görüş, destek ve önerileriniz için iletisim@nedemek.page